
Cacoal, frequentemente apresentada nas redes sociais — inclusive pelo ex-prefeito Adailton Fúria — como exemplo de gestão eficiente e referência em saúde pública, começa a revelar um cenário bem diferente na prática. Documentos oficiais recentes mostram que a realidade pode estar longe da narrativa divulgada.
Publicações feitas no dia 18 de abril de 2026, por meio dos Editais nº 77/2026 e nº 78/2026, reconhecem um “risco iminente” de paralisação de serviços essenciais de saúde no município. Diante da gravidade, o próprio Governo do Estado precisou convocar médicos generalistas em caráter emergencial, evidenciando a falta de profissionais e a fragilidade no atendimento à população.
Embora o Hospital Regional de Cacoal seja de gestão estadual, ele está inserido diretamente no município e atende toda a região. Isso torna inevitável o impacto político da situação, especialmente considerando que o governador Marcos Rocha é aliado e padrinho político da pré-candidatura de Adailton Fúria ao governo.
O cenário levanta questionamentos claros. Se há risco real de descontinuidade dos serviços, como sustentar o discurso de excelência amplamente divulgado? A necessidade de contratação emergencial expõe que a estrutura não está conseguindo responder à demanda.
Problemas anteriores já indicavam esse desgaste, como a desativação de leitos e a transferência de pacientes para outras unidades, reforçando que a crise não surgiu agora.
Na prática, a população começa a enfrentar uma realidade bem diferente daquela exibida nas redes sociais. A crise na saúde de Cacoal escancara o contraste entre a propaganda política e o que de fato está acontecendo dentro do sistema público.
